Bioplastia, gluteoplastia e lipoenxertia nos glúteos: entenda definitivamente cada um dos procedimentos

Existem várias formas de modelar os glúteos e deixá-los mais harmoniosos com o corpo. Mas a falta da informação correta, ou até mesmo notícias de óbito por complicações de utilização incorreta de materiais, podem fazer com que muitas mulheres tenham dúvidas e se sintam inseguras em procurar um procedimento para os glúteos.

Pensando nestas questões a Motiva preparou um artigo especial para você explicando os 3 tipos de procedimentos mais utilizados aumentar os glúteos, quais os riscos e qual a indicação adequada de cada um deles. Confira!

1.Bioplastia

A bioplastia, também chamada de “cirurgia plástica sem bisturi”, consiste no uso de um material sintético chamado PMMA – polimetilmetacrilato. Ele é derivado do acrílico, e costuma ser utilizado em implantes definitivos para determinadas regiões do corpo. Embora o uso recorrente nos glúteos tenha chamado atenção entre as mulheres, a recomendação é evitar a bioplastia para o aumento do bumbum, pois o excesso de PMMA pode gerar muitas complicações aos pacientes.

Tanto a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica) não recomendam o uso de PMMA para aumento de volume de glúteos, mamas e outras regiões do tronco. O uso do PMMA é aprovado apenas para aplicações em pequenas quantidades para corrigir deformidades nessas áreas ou no rosto e pescoço.

Existem indicações para injeção de quantidades um pouco maiores de PMMA, porém elas são restritas a correções de atrofia da gordura facial que ocorre em pacientes HIV-positivos, devido ao tratamento com os remédios que combatem o vírus.

O PMMA deve ser aplicado em pequenas doses, recomendadas para cada paciente, e com prescrição de um especialista experiente (cirurgião plástico ou dermatologista) e, ainda assim, com muito cuidado. Esse material, utilizado em altas doses, pode gerar complicações como nódulos, infecções, rejeições do organismo, e até mesmo levar a paciente a óbito.
Indicado para: quem deseja corrigir pequenas deformidades do rosto, pescoço e tronco.

2. Gluteoplastia

A gluteoplastia, também conhecida como a cirurgia plástica para aumento dos glúteos, consiste no implante de uma prótese de silicone dentro da musculatura dos glúteos, sendo introduzida uma prótese no glúteo direito e uma prótese no glúteo esquerdo. As próteses devem ter um material de gel coesivo, liso ou texturizado, podendo ter um tamanho oval ou arredondado. Elas também são produzidas em diferentes tamanhos. O tamanho adequado será escolhido na consulta pré-operatória, numa decisão em comum entre o cirurgião e a paciente.

A gluteoplastia deve ser realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia geral ou raquianestesia (semelhante à do parto) associada a sedação. Geralmente, a paciente permanece um dia internada após a cirurgia, e pede-se ainda que a paciente durma de barriga para baixo por 48 horas após cirurgia. A paciente ainda deverá utilizar malhas compressivas de acordo com a orientação do cirurgião, além de tomar cuidados especiais ao se sentar, levantar e deitar por algumas semanas, para evitar o risco de abrir os pontos da cirurgia. Também será necessária a higiene adequada da região da incisão, que geralmente é feita entre as nádegas. A gluteoplastia apresenta poucas complicações, desde que seja realizada com segurança, por um cirurgião plástico experiente, em um hospital adequado, e a paciente apresente boas condições de saúde, tendo realizado exames pré-operatórios que estejam normais. Mas os cuidados pós-operatórios são fundamentais para reduzir a chance de complicações.

Indicada para: quem apresenta deformação nas nádegas, como falta importante de volume ou assimetrias importantes (casos em que uma nádega tem um volume muito diferente da outra – podem ser utilizadas próteses de volumes diferentes em cada nádega para corrigir esse problema); nádegas pequenas, achatadas ou flácidas; pacientes que desejem aumento significativo no volume das nádegas.

3. Lipoenxertia glútea

A lipoenxertia é uma técnica de cirurgia plástica para retirar um excesso de gordura de uma parte do corpo e colocá-la em outra parte do corpo que necessite de gordura. A lipoenxertia pode ser empregada em várias partes do corpo; no caso dos glúteos, geralmente se retira gordura do tronco (abdome, costas, ou flancos) e se injeta essa gordura nos glúteos, para melhorar seu volume e contorno.

A cirurgia tem duração média de 3 horas; os resultados finais são um pouco mais demorados para aparecer em relação à gluteoplastia, devido ao maior inchaço que ocorre na região dos glúteos como consequência da lipoenxertia. Esse inchaço tende a melhorar nas semanas posteriores ao procedimento. Existem cuidados pós-operatórios a serem seguidos para se obter o melhor resultado estético possível, como uso de malhas compressivas, boa hidratação, evitar esforços excessivos e evitar exposição ao sol nas primeiras semanas.

Como em toda cirurgia estética, a paciente deve estar em boas condições de saúde antes de se submeter ao procedimento.

Indicada para: pacientes que desejem melhorar tanto o contorno do tronco (com a lipoaspiração) quanto dos glúteos (com a lipoenxertia); pacientes que não apresentem grande déficit de volume nos glúteos, ou que desejem apenas pequenas correções ou aumentos de volume/melhora do contorno dos glúteos.

OBS: existem situações em que se pode realizar tanto a gluteoplastia quanto a lipoenxertia glútea no mesmo ato cirúrgico. São casos em que a paciente deseja maior aumento de volume nos glúteos (indicação de prótese), porém ela também necessita de melhora do contorno dos glúteos, ou precisa de correções de deformidades localizadas (indicação de lipoenxertia). Isso tudo deve ser definido em conjunto com o cirurgião na consulta pré-operatória.

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Fontes: Minha Vida 1 / Minha Vida 2 / Tua Saúde

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